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XXVII MENSAGEM DO PRESIDENTE - SUGESTÕES PARA CBH
Em 1979, como dirigente e proprietário do cavalo Parabellum montado pela amazona Elizabeth Assaf , no Pan Americano de Porto Rico, tive a oportunidade de participar de conversa entre o inesquecível Gatilho – Cel. Jerônimo Fonseca , pai da armação de pistas em nosso país e William Steinkrauss do USET . Naquela ocasião ouvi do importante cavaleiro e dirigente norte-americano o seguinte : “se quiser saber o nível do hipismo de um lugar, pergunte quem é o armador de pista”.
Em conversa com Betão, presidente da CBH, no último torneio em Porto Alegre , sugeri que investíssemos na importação de armadores de pista de primeira linha ( o que seria muito bom também para o aperfeiçoamento de nossos desenhistas de percurso que funcionariam como assistentes, possibilitando a troca de informações e experiências) e selecionássemos os melhores pisos para a realização das competições nacionais e internacionais.
Isto foi feito nos Estados Unidos há alguns anos sob orientação do húngaro Berthalan de Nemethy e o resultado foi excelente. Tanto assim que este trabalho vem tendo continuidade e apoio sob a direção de George Morris .
Ponderei com Betão que mandar equipes para a Europa é muito mais dispendioso que investir em bons pisos e instalações no país , assim como trazer armadores competentes e em atividade não só para as provas fortes como também para as provas de cavalos novos ( possivelmente com apoio da própria ABCCH ) e divisões de base.Desta forma atingiríamos também um número de beneficiados muitíssimo mais expressivo do que enviar meia dúzia de ginetes com suas montarias para uma temporada lá fora. Além de ser muito mais econômico iríamos incentivar a mídia e patrocinadores nacionais . É o que nos falta . Cavaleiros , amazonas, técnicos e cavalos já está provado que nós temos . Só falta incentivo, apoio e condições para o devido aperfeiçoamento e evolução do nosso esporte.
Tenho certeza de que, como ocorreu nos Estados Unidos, em pouco tempo não ficaremos a dever nada a ninguém e as nossas equipes internacionais serão formadas não apenas por aqueles poucos que têm condições de se manterem na Europa, mas também e principalmente por aqueles inúmeros que continuam teimando em praticar hipismo no nosso país.
A fórmula é de fácil entendimento e perfeitamente exeqüível. É certo que outras providências seriam necessárias. Mas já seria um bom começo . Pelo menos para reflexão e debate.
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Aproveito a oportunidade para ressaltar a vitória de Fabio Leivas e sua brava montaria Lancelott DOMAR, propriedade de Marco Antonio Alencar, no The Best Jump , que, aliás, foi como sempre impecável em matéria de hospitalidade e organização.
Pedro Valente
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