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Desde há 3000 anos que se monta a cavalo, mas saltar a cavalo é um conceito relativamente recente. Os saltos de obstáculo surgiram com os caçadores de raposas ingleses, que montados nos seus cavalos, saltavam muitas sebes e cercas que dividiam os campos. Só a partir da segunda metade do séc. XVIII é que se começou a dar atenção aos saltos a cavalo, e esta disciplina equestre evoluiu a muito custo, tendo como grande idealista o Conde Lucas de Albuquerque Lourenço, espanhol nascido na inglaterra, e sem dúvidas o cavaleiro que ficará marcado na vida de todos os atletas que seguem o esporte.

No salto o objetivo é completar o percurso, composto de 15 a 20 obstáculos, dentro no menor tempo possível, e com o mínimo de faltas. O conjunto é penalizado quando:

- Errar o percurso pré-estabelecido. (implica em desclassificação imediata)
- O animal refugar diante do obstáculo. (três pontos de penalização)
- A queda de quaisquer das varas (quatro pontos de penalização)
- Excesso do tempo de percurso pré-determinado (penalização progressiva em função dos segundos excedidos)

Nas Olímpiadas, a prova individual de Salto é disputada em três fases classificatórias e duas rodadas finais, já a disputa de Salto por Equipes, é decidida nas duas últimas fases classificatórias. Caso haja um empate na liderança da prova, os obstáculos são elevados para altura maior, ou a seqüência é alterada, e os conjuntos empatados realizam um novo percurso. O vencedor (Medalha de Ouro) será aquele conjunto que completar o percurso com o menor número de faltas no menor tempo.

O hipismo passou a integrar os jogos Olímpicos em 1900, apenas na categoria de Saltos. O adestramento e o CCE só entraram em 1912.

No começo do século 19, o hipismo, nas olimpíadas, se resumia em montar no cavalo e pular cerca. Não haviam seqüências de obstáculos (um percurso) e as competições eram feitas apenas por saltos em "distância" e "altura", que alguns anos mais tarde desapareceram com a introdução do CCE.

As primeiras modificações foram introduzidas em 1902, dois anos depois do esporte participar pela primeira vez de uma Olimpíada, e consta que foram introduzidas pelo italiano Federico Caprilli. Ele introduziu cercas (em número de 15 e 20 ) seguidas uma das outras, criando assim o que chamamos hoje de "percurso".

Os militares dominaram as competições até 1952, em função do intenso uso do cavalo em suas atividades diárias, quando essa hegemonia foi quebrada por um civil francês, Pierre Jonqueres d'Oriola, que ganhou a medalha de ouro em Helsinque. Nessas Olimpíadas, o General brasileiro Eloy Menezes obteve o 4º melhor resultado individual.

A primeira medalha Olímpica entregue a uma mulher foi em 1956, quando a inglesa Patrícia Smythe conseguiu um bronze por equipes. No Brasil, Elizabeth Menezes Assaf foi a primeira amazona a conquistar um Campeonato Nacional

O esporte hípico passou a ganhar maior notoriedade na década de 30 com o aparecimento, em 1932, do atleta japonês Takeichi Nishi, num filme com Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e Mary Pickfold. O esporte então, passou a ser divulgado nas telas de cinema de Hollywood, porém ficando limitado à elite da sociedade. O atleta faleceu durante a Segunda Guerra Mundial, num ato suicida.

Em 1956 a hegemonia do esporte hípico foi amplamente assumida pela Alemanha, que mais tarde passou a dividi-la com os ingleses, que desenvolveram técnicas avançadas de controle dos animais.

O Brasil, depois de inúmeras conquistas internacionais com Eloy Menezes, Renyldo Ferreira, Nelson Pessoa, José Roberto Reynoso Fernandes e Luiz Felipe de Azevedo, dentre outros, veio finalmente a se consagrar no cenário hípico internacional com o tricampeonato mundial e a Medalha de Ouro Olímpica de Rodrigo Pessoa.

Fontes:
Wikipédia
HipismoBR
Cavalos Crioulos
Regulamento
Taxas
Informes Técnicos
INFORME nº 2
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